segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tristeza...

Por Paulinho Bastos

O título desta postagem já deve deixar claro sobre o que irei tratar nessas minhas magras palavras a seguir. Fazer um post que chegue perto da grandiosidade da carreira de Shawn Michaels é algo impossível. Nem que este blog fosse apenas dedicado a ele, ainda assim, não conseguiríamos.

O último WrestleMania foi um dos piores momentos esportivos da minha vida. Eu comparo ele a todas as grandes derrotas que minha equipe de futebol do coração já sofreu. Em meio a um grupo grande de adoradores do inigualável Undertaker, acabei perdendo até a razão, xingando, e não compreendendo o que de fato tinha acontecido.

Na minha cabeça a WWE estava negando a carreira de um de seus maiores ídolos, mais até, de um verdadeiro ícone daquilo que ela que hoje tenta ser. Todos sabemos o quanto a empresa tenta reforçar seu caráter de entretenimento e, em termos de carisma, ninguém se compara ao HBK, ao Showstopper, The Main Event. E tudo isso porque? Por causa de um número besta de vitórias em seu programa. Qual a grande importância em nunca perder algo? Nunca alguém vai chegar próximo da marca de 17 anos sem perder já conseguida por Taker (OK, já vi times que ficaram 23 anos sem ganhar...).

Por que fazer dessa maneira, sem mostrar a grandiosidade de Shawn Michaels? Ele que já chegou do céu, já desceu ao ringue pendurado em uma corda, perder sua carreira em uma rivalidade pouco explorada nos programas passados, e ainda por cima colocar sua carreira toda na reta, por causa de um simples número em UM programa.

Passado o programa, não vejo maneira mais grandiosa de se terminar a carreira. Os dois maiores nomes da WWE no ringue, lutando pelas suas maiores particularidades e mostrando um main event que apenas eles conseguiriam proporcionar. Um final que vai ficar na história e nas mentes de todos aqueles que viram. Eu chorei, e ainda choro, toda vez que vejo sua despedida, por que ela representa o fim de uma Era, de um nome que é referência para todos aqueles que tentam compreender esse universo tão particular que é o wrestling. Não basta ser um excelente lutador, não basta apenas falar bem, é preciso ser tudo isso junto, e mais um pouco. É estar acima do Bem e do Mal. É lutar contra o maior vencedor e aposentá-lo, mas ainda assim, ser adorado por isso.

Eu não sei como terminar isso, na realidade. A única coisa a se dizer é... nada. Um minuto de silêncio, não por Shawn Michaels, mas por nós, que perdemos muito com essa saída.

domingo, 14 de março de 2010

Divas vs. Knockouts

Por Rafael Farinaccio

Para quem acompanha as duas maiores companhias de pro-wrestling do mundo, WWE e TNA, creio que a opinião em relação às lutas que envolvem mulheres não é muito diferente da minha. A TNA está anos-luz na frente da WWE em termos de qualidade de wrestling feminino. Para entendermos um pouco essa diferença enorme, devemos analisar alguns fatores que determinam o grande contraste entre as duas companhias.

Creio que o principal fator que gera essa diferença é como as companhias "vendem" esse produto para o público. Considerando que a imensa maioria dos fãs de pro-wrestling no mundo são do sexo masculino e na faixa de 7 a 39 anos, a WWE tenta utilizar as Divas como um atrativo a mais para o público mais adulto, visto que o direcionamento da empresa de Mr. Mcmahon vem cada vez mais "infantilizando" as lutas, feuds e gimmicks. Pois é aí que eles erram, pois as sequências onde as Divas se apresentam tornam-se também infantis, incluindo lutas de travesseiro, brigas de pijama, feuds de certo modo machistas que incluem bullying e disputas por namorados nos bastidores. As lutas tem qualidade duvidosa e não existe aquele clima "testosterônico", que na falta de um bom motivo, é uma ótima desculpa para o pau quebrar.

Já na TNA, a apresentação das Knockouts, que já exalam agressão até no nome que levam, é legitimamente wrestling feminino. Ao contrário da WWE, a TNA quer vender as suas meninas como wrestlers antes de tudo, e não apenas entretenimento masculino barato. O papel principal delas, assim como do roster masculino, é lutar. E é o que elas fazem espetacularmente, tão bem quanto, e às vezes até melhor do que homens. E é aí que a TNA acerta, pois torna a imagem das Knockouts extramamente mais sexy do que das delicadas e doces Divas. Afinal, se estamos assistindo wrestling, não queremos ver apenas travesseirinhos, pijaminhas, e meninas brigando por acusa de namorados. Queremos Daffney, Tara, Angelina Love, Hamada, e é claro, ODB, o Stone Cold Steve Austin de seios!

Concordem ou não, sou obrigado a dar uma opinião bastante pessoal. Não existe nada mais justo do que qualquer coisa que envolva as gostosas do The Beautiful People! Melhor do que qualquer disputa de cinturão! Away!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

WWE versus TNA na nova década

Por Rafael Farinaccio

Acompanhando agora as duas companhias, e na situação em que o cenário do pro-wrestling se encontra, é interessante fazermos uma comparação quesito por quesito entre as duas marcas. WWE e TNA são sem sombra de dúvida as duas maiores empresas do pro-wrestling mundial, respectivamente. Desde a compra da WCW pela WWE em 2001 e da falência da ECW original e sua consequente compra por parte também da WWE, em 2001 também, a companhia de Vince McMahon tornou-se a única grande empresa de nome a transmitir o pro-wrestling americano.

Esse monopólio terminou apenas com o fim dos pay-per-views semanais da TNA e o início da transmissão em TV a cabo do programa TNA iMPACT, em 2004. No dia 4 de janeiro de 2010, em uma segunda-feira, no mesmíssimo horário da transmissão do Monday Night Raw, o programa iMPACT foi ao ar ao vivo, mostrando a estréia de ninguém menos do que Hulk Hogan. Essa revolução na TNA está trazendo arrepios ao fãs do pro-wrestling da segunda metade dos anos 90, a famigerada época das Monday Night Wars. Estamos todos ansiosos para ver onde vai chegar essa evolução rápida e direta que vem acontecendo na TNA. Vamos contrapor agora alguns pontos importantes das duas brands:

Produção - É inegável que a produção da WWE é superior. Toda semana lotam ginásios em média com 15 mil espectadores, por todo o território americano, Canadá, e até outros continentes. Os efeitos luminosos e pirotécnicos são impecáveis (comprovado por quem viu ao vivo). A qualidade de som, de figurino, de imagens, também são ótimas. Já a TNA apresenta-se praticamente sempre do mesmo local, o iMPACT Zone, no Universal Studios, em Orlando, Flórida. O público é notavelmente menor, a qualidade de som do local deixa a desejar, especialmente nas músicas de entrada dos wrestlers,e os efeitos pirotécnicos são apenas razoáveis. Acho que a vantagem nisso, se é que podemos considerar, é a lembrança do estilo dos programas de wrestling dos anos 90, boa e velha época.

Público - O público da TNA é pequeno, mas fiel. E faz barulho. É bastante notável a diferença entre os dois públicos. Você não vê crianças no público da TNA. E pouquíssimas mulheres. A maioria do público é composto por jovens e adultos, numa faixa de 18 a 35 anos.
Já na WWE, o que mais vemos são crianças, mulheres e até pessoas mais velhas. É um público muito mais abrangente. Com certeza pelo fato da TNA "vender" um produto muito mais maduro e direcionado para o público jovem e adulto masculino. A WWE, como o próprio Vince gosta de frisar, é uma empresa de entretenimento, e lida com muito mais coisas que apenas wrestling. O que nos leva ao...

Wrestling - É duro admitir, mas o wrestling da TNA enche muito mais os olhos que o da WWE. É um estilo de luta mais cru, mais "pegado", talvez até pela própria produção inferior, que aparemente aproxima a luta da gente, e não recurso nenhum para "maquiar" as coisas. Não só os golpes na TNA são mais violentos, mas também as resoluções dos combates, as brigas fora do ringue, as brigas que não valem como lutas oficiais etc. Como já citei anteriormente, a WWE está mais para entretenimento geral, enquanto a TNA foca muito mais nas lutas e gosta de se considerar uma companhia de wrestling, com todas as letras.

Wrestlers - Ponto para a WWE. Apesar das contratações que a TNA fez no início desse ano, e que com certeza trouxeram um pouco de nostalgia para qualquer bom fã de wrestling. Hulk Hogan, Scott Hall, Six Pack, Ric Flair, e mesmo seus já ótimos lutadores como A. J. Styles, Kurt Angle, Samoa Joe, Mick Foley, entre muitos e muitos outros, não são páreos para o roster da WWE. Ninguém possui estrelas como Vince McMahon. Triple H, Shawn Michaels, Undertaker, John Cena, Randy Orton, Batista, e a lista é longa, fazem o roster da WWE ser por enquanto muito superior ao da TNA. Isso, porém, nos leva ao próximo ponto...

Disputa do World Championship - Ao contrário da WWE, que possui sempre as mesmas estrelas disputando os títulos mundiais, nas mesmas feuds, já há alguns anos, a TNA tem um roster muito mais planificado, onde praticamente todos os wrestlers estão sujeitos a virarem number one contenders pelo TNA World Heavyweight Championship. Isso gera sempre um número quase infindável de rivalidades, tornando as feuds muito mais complexas e interessantes, e fazendo a briga pelo cinturão ser muito mais disputada.

Storylines misturadas - Algo que chama a atenção na TNA é o fato das storylines e feuds do programa serem completamente interligadas, ao contrário da WWE, onde dois ou três wrestlers se envolvem e ficam isolados das outras disputas. As poucas vezes que a WWE tenta interligar feuds é quando se aproxima o WrestleMania, e mesmo assim de um jeito bastante tímido. Essa mistura de brigas na TNA torna tudo muito mais interessante, além de diminuir o contraste entre faces e heels, o que faz com que os personagens sejam muito mais bem desenvolvidos e reais.

Tag Teams - Ponto forte da TNA. Os tag teams são muito bem bolados, e os wrestlers de cada tag funcionam muito bem juntos. A WWE não vem dando muita atenção às duplas há um bom tempo. Não é de se espantar a decadência precoce da mais recente reunião do DX. Afinal, quem eles tem para combater, além de algumas duplas completamente inexpressivas? Big Show e The Miz como tag team champions? É um absurdo. As duplas da TNA são muito bem desenvolvidas, e vê-las lutar dá gosto e lembra dos velhos tempos de bons tag teams. E isso dá muito mais valor pro cinturão de duplas da TNA.

Mulheres - por último mas não menos importante, as mulheres. É algo absurdo a superioridade das wrestlers femininas da TNA. Dá gosto de ver. As lutam são ótimas, as storylines são boas e convincentes. A WWE é um desastre quando se trata de mulheres. Não passam da beleza. Em um futuro post vou discutir essa diferença entre as duas marcas, e tentar entender o porque dessa enorme diferença entre as marcas nesse quesito.

WWE e TNA tem tudo para disputarem o cinturão de melhor companhia de wrestling do mundo. E quem mais tem a ganhar é o público, que vai poder testemunhar uma nova versão das Monday Night Wars muito em breve.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Turn The Page

Por Paulinho Bastos


Here I am, on the road again,
There I am, up on the stage
There I go, playin' star again,
There I go, turn the page

Começo meu retorno ao blog com este trecho da música Turn The Page de Bob Seger, porque não sou só eu que estou retornando, mas também, um dos mais completos wrestlers da atualidade: Edge. E como já era de se esperar, meu post será a respeito dessa poderosa volta.

Edge é um heel por natureza. É verdade que eles já teve seus momentos face, principalmente no começo da carreira, mas sua popularidade e reconhecimento veio graças a sua notável habilidade de falar e ser egomaníaco dentro do ringue e em suas storylines.

Tanto é verdade, que suas principais rivalidade eram com os dois lutadores mais aceitos pelo público: Jeff Hardy, que teve seu início ainda em suas fases de tag team, e John Cena, que perdeu seu título para Edge na primera investida do Money in the Bank do mesmo. Apesar disso, a popularidade desse lutador nunca esteve em baixa. Claro, sempre vaiado, mas era notório o número de pessoas que levavam camisetas e cartazes que defendiam o Rated R Superstar.

Dito isso, não seria de se assutar um face turn por aí, e isso já esta cada vez mais indicado. Primeiro, porque a WWE adora uma história de superação. E nada mais certo do que mostar a recuperação da lesão que o mesmo sofreu no Tendão de Aquiles. Quem assistiu o ultimo SmackDown sem perceber essa mudança deve ter estranhado que ele não aplicou seu spear em Undertaker, fato que o bom o velho Rated R Superstar teria feito sem problemas.

Outra análise interessante é que a WWE precisa rever seus lutadores face. Batista teve um excelente turn, e ninguém à altura o substituiu, sendo que este gênero “o bonzinho politicamente correto” não vem agradando a fãs das antigas há um bom tempo. Nada melhor do que colocar um cara controverso e piadista, quase no nível Triple H, para começar a alavancar novas rivalidades e bons combates.

Em época de road to Wrestlemania, presenciar um lutador que está no “road again” e provavelmente vencerá o main event deste ano, é de se esperar um bom “turn the page” por aí. O que eu temo é que o carisma de Edge venha a cair com isso, já que a maioria adora ter que odiá-lo regularmente, e esse sim, talvez seja o Tendão de Aquiles que a WWE não pode consertar. É esperar pra ver...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

The NXT Generation - e o fim do Extreme Wrestling

Por Ana Carolina Lopes

A WWE vem anunciando um novo programa: WWE NXT (ou WWE Next), que, ao que tudo indica, substituirá o ECW. O nome do programa já dá dicas de ser um novo formato do antigo Extreme Championship Wrestling, algo como "the next generation". Como será exatamente o novo formato do show ainda não se sabe ao certo, existem muitas especulações, como por exemplo que misture também "reality tv", com câmeras seguindo os wrestlers fora do ringue.

Bom, como será, de fato, o novo show, descobriremos no dia 23 de fevereiro, que é a data de estréia do NXT. Mas desde já muitos fãs vêm se queixando e criando grande rebuliço em torno do fim do ECW.

Para começar: o que será das estrelas do ECW? De acordo com anúncio do site oficial, toda estrela do ECW será draftada para o RAW ou para o SD, o que levaria a uma "evolução" do wrestling. Christian já "testou" uma aparição no RAW e muito provavelmente estará no Smackdown também, antes de tomar sua decisão. Ainda não se sabe também o que acontecerá com o title do atual dono do cinturão da ECW. Acredito que ele simplesmente deixará de existir, ou talvez se unifique com o title de uma das brands: o WWE Championship no RAW ou o World Heavyweight Championship no SD.

Mas não é disso que os fãs estão reclamando. O que fará falta é uma brand que defendesse aquilo que o antigo ECW defendia: EXTREME WRESTLING. Na minha opinião, o ECW já havia desaparecido, e sua "morte" como extreme championship wrestling foi oficialmente decretada com a saída de Tommy Dreamer. O atual ECW não se compara aos tempos de auge. Sua intenção sempre fora ser "hardcore", apresentar lutas que as duas principais brands da WWE, RAW e SD, não apresentavam, como a clássica "barbed wire match", ou a "flaming tables match". Nada como ver seu superstar favorito sendo arremessado contra uma mesa em chamas! Mas mais e mais o ECW foi sendo tratado como uma "série B" da WWE, onde wrestlers eram "testados" e assim que atingissem algum sucesso eram "promovidos" para as duas maiores brands. As regras foram mudadas para seguir o padrão das outras, com disqualification, count-outs e as lutas realmente "extreme" ficaram em segundo plano, como eventos separados - quão incoerente é, num EXTREME CHAMPIOSHIP WRESTLING, as lutas sem DQ e count-out, por exemplo, serem chamadas de "Extreme Rules"? Se era pra manter o ECW como a série B, que venha mesmo uma mudança... quem sabe a Próxima Evolução da WWE não traga melhoras e surpresas pros fãs do bom e velho wrestling? E claro, não custa sonhar com Christian no SD com Edge, e a volta da tag team.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Editorial

Por Rafael Farinaccio

Recomeço.

É o que vamos tentar com esse blog. Ressuscitar os comentários, discussões e opiniões que passam na cabeça de um bando de fãs de um esporte/entretenimento que não é dos mais populares nessas terras tupiniquins. Ainda assim, a necessidade que sinto (ou sentimos) em expressar minhas (ou nossas) opiniões sobre o pro-wrestling fez com que tentássemos mais uma vez tocar isso aqui em frente.

Esperamos primeiramente poder expressar com liberdade e maior frequencia o turbilhão de pensamentos em relação à nossa amada luta-livre, como quem desabafa, coloca pra fora algo que temos necessidade de expressar. Imagino que como eu, todos que escrevem esse blog (ou o leem) também devem se sentir como eu: assistem aos programas semanas e pay-per-views com a cabeça trabalhando à toda velocidade, imaginando todas as causas e consequências de cada palavra ou soco que testemunhamos.

Em segundo lugar, e isso já é uma ambição maior, gostaria de divulgar nosso blog, e fazer com que pelo menos um pouco do que a gente pensa sirva de estímulo para algum outro louco que ouse admirar um esporte que sofre tanto preconceito no nosso país.

Estamos ainda engatinhando. Começando do zero. Com um formato diferente, algumas pessoas diferentes, outros bons e velhos, e assim seguindo em frente. Estamos na fase mais importante do ano no mundo do pro-wrestling, com as coisas fervilhando por toda parte. Muitas coisas também estão acontecendo que indicam uma retomada da fase do fim dos anos 90, o que pode significar uma grande mudança nesse mundo em uma totalidade. Considerei a hora mais propícia para retomar nossas atividades e tentar fazer algo que valha a pena aqui.

A partir dessa semana, o movimento aqui vai aumentar, e vai passar a ser periódico novamente. E vamos ver no que isso vai dar.

Abraços!