quinta-feira, 14 de maio de 2009

Thursday Night Brawl #5

Por Rafael Farinaccio

Apostas para o Judgement Day


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Finalmente, o Ano Novo da WWE. O Judgement Day é o pay-per-view em que as novas feuds começam a ser decididas (ou pelo menos as feuds antigas são alteradas). Até o WrestleMania e o Backlash, as coisas continuam como antes, sempre resultado da Road to WrestleMania. Agora tudo se renova, ainda mais sendo esse o primeiro pay-per-view depois das alterações do Draft desse ano.

Porém, apesar disso, não espero grandes revoluções para esse pay-per-view. Acho que nenhum cinturão grande vai mudar de mãos. Orton, que agora arrumou encrenca com Batista (renovando a feud com os McMahon e Triple H), provavelmente vai manter seu cinturão recém roubado de Triple H. Edge também não vai entregar o cinturão tão fácil assim para Jeff Hardy, que anda meio apagado ultimamente. O ECW Champion Christian também vai manter seu cinturão contra o razoável Jack Swagger. Pelo menos por enquanto.

Já nas lutas menos importantes, acho que Jericho leva o Intercontinental Championship de Rey Mysterio. Talvez essa seja a única mudança de cinturão da noite. Estou gostando como estão intercalando as feuds no SmackDown, pra mim todos ali tem chance de ser #1 contender pelo World Heavyweight Championship. Acho que tanto Jericho quanto Mysterio, com cinturão ou não, vão continuar envolvidos nas disputa pelo cinturão de Edge.

John Cena contra Big Show é algo que me desinteressa imensamente. É como assistir Remo contra Vila Nova na Copa do Brasil. A diferença é que, apesar do Big Show, eu ficaria feliz vendo Cena perder, coisa que é altamente improvável.

O lixo da noite, e CM Punk há de me perdoar, é a sua luta contra o infeliz Umaga. É revoltante ter que ver uma promessa como CM Punk, que tem tudo para liderar a próxima geração de wrestlers, ser colocado para lutar com alguém como Umaga. Acho que Umaga é um dos maiores erros que a WWE já cometeu, entre diversos outros. Ele luta extremamente mal, seus golpes são lastimáveis, seu carisma é zero, sua gimmick é a coisa mais ridícula que vi na indústria ultimamente. Quando Umaga entra no ringue e dá uma "dedãozada" em alguém, e berra feito um babuíno, eu não consigo evitar de sentir aquela formigação nas bochechas que só a melhor vergonha alheia pode nos proporcionar. Se seu personagem tomasse o rumo que tomou o Great Khali, seria justo. Quando tentavam fazer o Great Khali ser sério, eu também o odiava, mas agora que virou brincadeira, com a Kiss Cam e tudo mais, acho genial. Agora querer fazer o Umaga ser uma ameaça legítima é igual se assustar assistindo filmes B de zumbi, ou coisa assim. É muito mais comédia do que qualquer outra coisa.

Apesar de não ter nada de mais, esse pay-per-view tem cara de estar entre médio e bom, nada excepcional, mas também nada péssimo. Então, bom Judgement Day pra todos!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Thursday Night Brawl #4

Por Rafael Farinaccio

Consequências do Backlash e pós-Backlash

As duas principais lutas do Backlash, as disputas do WWE Championship e do World Heavyweight Championship foram no mínimo vergonhosas. Não na qualidade da luta, mas nos métodos e resultados delas.

Imaginem uma luta entre Edge e John Cena, no desqualification. Edge é um dos melhores wrestlers da WWE no momento, porém ele só consegue ganhar um cinturão se for roubando. John Cena não deixa de ser um bom wrestler, mesmo com seus problemas de gimmicks, e só se permite John Cena perder um cinturão se for roubado. Some as duas coisas e a equação está pronta. É revoltante ter que sempre ver Edge com um cinturão "roubado" e John Cena fazendo papel de vítima indefesa, e que se não fossem os roubos pra cima dele, ele teria o cinturão ad eternum.

Quero também retirar o que eu disse aqui sobre Randy Orton. Eu havia dito que se Randy Orton tirasse o cinturão de Triple H nesse pay-per-view nós poderíamos o considerar o maior wrestler da indústria no momento. Isso porque eu imaginei que essa troca de título seria causada por algum desentendimento entre os parceiros de Triple H, ou por algum mérito original de Orton. Porém a ceninha que Orton e o Legacy vem fazendo é de tirar qualquer um do sério. É uma pena que os heels de hoje em dia só consigam se garantir roubando, ou com capangas, ou com trapaças escrotas. Os dois namoradinhos de Orton já deram o que tinham que dar (no bom sentido, pelo menos). Não imaginei que Orton investiria tão pesado nessa parceria a ponto de virar um menino mimadinho que bate nos amiguinhos da escola com a ajuda de seus guarda-costas. Acho que alguém que já foi chamado de Legend Killer é muito maior que isso.

Quanto ao pós-Backlash, imagino que as brigas vão ficar boas. Batista vai pegar Orton no próximo pay-per-view. Até MVP entrou na encrenca com Orton, que massacrou Shane no último Raw. Sobrou para John Cena se vingar de Big Show por ter lhe custado o cinturão. Fico feliz quando Cena não participa das disputas de cinturão. Quanto mais ele ficar envolvido na briga com Big Show, melhor. Gosto dessa generalização das feuds, com interferências de wrestlers que inicialmente não tinham muito a ver com uma briga.

E é isso que está esquentando o clima no SmackDown, com um número de candidatos a #1 contender muito maior do que o normal, e todos podem ser considerados legítimos merecedores do cargo. Jeff Hardy vai disputar o cinturão com Edge, deixando para trás por enquanto Rey Mysterio, CM Punk e Chris Jericho. No ECW a coisa também tem melhorado, com Mark Henry tentando o cinturão de Christian, que ainda sofre com a perseguição de Jack Swagger e do decadente Tommy Dreamer, que luta para salvar sua carreira.

O próximo pay-per-view está próximo, e a partir dele vamos descobrir o rumo que essas feuds populosas vão tomar.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Thursday Night Brawl #3

Por Rafael Farinaccio


Uma das coisas mais importantes na indústria do wrestling são as gimmicks. É delas que vem a maioria dos motivos para as feuds e storylines entre os wrestlers de uma companhia, e são elas que nos fazem gostar mais de um wrestler do que de outro. As gimmicks pode variar dentro de uma infinidade de possibilidades, indo do vilão sem motivos aparentes para ser mau ao mocinho que faz o bem absoluto (seja isso o que for) sem nem saber o porque age daquele jeito. Além disso, um face ou heel (ou um tweener) pode representar praticamente qualquer personagem dentro dessa definição de "bom", "mal" ou uma condição mais complexa de existência.

O embate entre luz e trevas sempre esteve presente nos main events da WWE. Faces e heels já assumiram posturas de portadores da luz ou caminhantes das trevas de diversos, e não necessariamente os faces representam a luz e os heels representam a escuridão. Uma das primeiras situações que vem na minha cabeça em relação a religião é o memorável momento que entrou para a História como o surgimento de um dos temas mais famosos do sports entertainment, o "Austin 3:16". Stone Cold Steve Austin havia recebido um push e estava cotado para vencer o King of the Ring de 1996, no lugar de Triple H, que foi punido pelo Madison Square Garden Incident. Stone Cold chegou à final do torneio contra Jake "The Snake" Roberts. Roberts tinha uma gimmick face de cristão pregador, sempre com uma bíblia na mão, pregando o cristianismo para todos, assim como fazia fora dos ringues também. Ele carregava uma cobra Piton Albina chamada "Revelations" (o nome do livro do Apocalipse na Bíblia), e vivia recitando trechos da bíblia, especiamente o famoso João 3:16, que diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."

Irritado com Roberts e empolgado com a vitória, ao lado de seu trono como novo King of the Ring, Stone Cold proferiu a seguinte frase quando era entrevistado: "You sit there and you thump your Bible, and you say your prayers, and it didn't get you anywhere! Talk about your Psalms, talk about John 3:16... Austin 3:16 says I just whipped your ass!" (Traduzindo: "Você senta aí segurando sua Bíblia, e faz suas preces, e isso num te levou a lugar algum! Fica falando de salmos, falando de João 3:16... Austin 3:16 diz que eu acabei de te arrebentar!").

Os narradores e comentaristas ficaram assustados com o peso da frase. Uma sociedade religiosa protestante como a americana não receberia nada bem uma frase como essa sendo dita assim na TV. A intenção da WWE era exatamente criar o ultimate heel na figura de Stone Cold, um vilão sem precedentes, sem papas na língua. Pois qual não foi a surpresa de todos quando no programa seguinte um mar de cartazes com o escrito "Austin 3:16" tomava o ginásio. A partir daí Stone Cold só cresceu, até chegar prematuramente no Hall of Fame esse ano, lembrado com uma das maiores lendas da História do Wrestling.

Não podemos esquecer também da satânica família do Dead Man Undertaker. Ele e seu irmão foram o pesadelo de muitas crianças enquanto se degladiavam no final dos anos 90. Kane teria voltado do Inferno para vingar a morte de seus pais, que Undertaker havia matado num incêndio na funerária que possuíam, mas que depois foi revelado ter sido causado por Kane. Reviravoltas à parte, os dois sempre oscilaram entre a rivalidade e a parceria em tag teams, mas uma coisa é fato: eles sempre representaram a escuridão e as trevas como ninguém. Paul Bearer, o empresário de Undertaker em várias épocas de sua carreira, também era um "ser das trevas", um funcionário da funerária da família de Taker, que carregava a misteriosa urna de onde provinham os poderes fantásticos do Phenom.

Undertaker é um bom exemplo de como não necessariamente alguém das trevas é heel. Durante sua carreira, ele mudou de lado diversas vezes, e mesmo com toda sua obscuridade, era um face extremamente popular. É claro que nos dias de hoje sua populariade é tão grande que seria impossível fazer com que se torça contra ele, face ou heel. Até em sua fase no Ministry of Darkness, declaradamente satanista e heel, sua popularidade continuou em alta, mesmo sendo essa fase considerada por ele mesmo como a pior em sua carreira.

Toda essa discussão trevas x luz culminou no WrestleMania XXV, onde a rivalidade de Undertaker de Shawn Michaels tomou proporções "bíblicas", e descaradamente escuridão e luz foram opostas. Vale destacar que isso não colocou ninguem num papel de "bom" ou "mau", era apenas o Dead Man, invicto em WrestleManias, representando as trevas (e não o mal) e o Heart Break Kid, invicto contra Undertaker, representando a luz (e não o bem).

Acabou que a sequência de vitórias de Undertaker prevaleceu, e ele fez Shawn Michaels pagar por todas as provocações que vinha fazendo antes. Independente do lado, luz e trevas sempre chamaram muito a atenção das pessoas, especialmente dos fãs de wrestling. Todo mundo tem uma queda para um dos dois lados, e nos cabe escolhê-lo e ver os resultados.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

The Rated-R Blogstar

Por Paulinho Bastos

ECW... Série B!


Eu sempre reparei que geralmente as pessoas que comentam em blog gostam mesmo de falar mal de alguma coisa, já percebeu? Se é pra falar bem, pra que ter blog? Eu não gosto muito da idéia de fazer o mesmo que essas pessoas, mas, infelizmente, hoje vou ter que ir com essa maré.

É verdade, o ECW já foi um torneio muito sem noção. Era nele em que se viam os golpes mais elásticos, e principalmente, as atitudes mais sem noção que fez desse esporte algo conhecido mundialmente. Mesa quebrada, cadeirada, prego, tudo isso era comum dentro das lutas da antiga ECW. Mas vamos analisar alguns fatos: qual a grande importância desse titulo hoje? Veja bem, ele é um programa completamente secundário para o enredo geral. Nosso ultimo campeão era o Matt Hardy (que alguns colunistas têm as manhas de chamar de Rei... pelo amor, né, ele é tão rei quanto o Maradona é Deus, aliás, ambos são bem gordinhos). O Matt não é um grande lutador. Fez sua história dentro da WWE, principalmente agora nesses últimos pay-per-views, mas vamos combinar que, perto dos outros donos de cinturão, ele beira o ridículo. Jack Swagger tem tudo pra ser um bom lutador, mas falta ainda muito feijão com arroz pra isso.

Coloquemos então o final de nossa análise: o ECW é declaradamente a série B da WWE. Se não temos mais história com algum lutador, ele vira direto da ECW (aquele russo lá que o diga), não temos lutas importantes, não temos grandes defesas de cinturão em bons pay-per-views, e os grandes nomes, que logo começam a aparecer, já são cogitados para o Raw ou SmackDown (veja o próprio Christian Cage - futuro campeão - já está cotado para mudar de programa). Por que escrevo sobre isso? Porque um conhecido meu teve as manhas de falar que "o ECW é o melhor programa de wrestling". Ahhhh pelo amor né? Sabe, o programa é mesmo a série B. Às vezes um grande é rebaixado para lá, mas geralmente serve apenas para alavancar novos lutadores. É o Money in the Bank Match universal.

sábado, 25 de abril de 2009

If you smell what Fernando is Cooking... (01)

Por Fernando Viana

Olá Pessoas,

Na estréia desta coluna, às vesperas do Backlash onde serão decididos os donos dos três cinturões da marca WWE, pretendo levantar a bola para um assunto que vem sendo o centro das atenções nos últimos meses: Randy Orton e o Legacy.

A intenção aparente de alavancar a figura de Rhodes e Di Biase (wrestlers medíocres, de habilidade limitada) acaba trazendo à figura de Orton um caráter que não me agrada. O que levaria uma pessoa como Orton a pensar que necessita da ajuda de dois principiantes que mal conseguiam se manter na WWE com as próprias pernas?

Ok, entendo que estes trabalham por Orton e seus interesses, a medida que "aprendem" com ele a serem melhores wrestlers (tanto que no combate do próximo domingo o cinturão será dado a Orton se qualquer membro do Legacy fizer o pinfall no time de Triple H). No entanto, o que me incomoda é o fato da gimmick de Orton ser baseada em um sujeito completamente egocêntrico e personalista, que dificilmente consideraria ser ajudado por qualquer outro wrestler.

Opiniões a parte, começo a enxergar uma ruptura no Legacy, pois DiBiase já demonstra uma desconfiança em relação a Orton. Outro ponto é que o push dado ao Priceless provavelmente irá levá-los a uma disputa por cinturão como Tag Team, o que os afastará dos interesses de seu "padrinho".

Mas como tudo aqui não passa de impressões, deixemos que o Backlash de Domingo responda às nossas dúvidas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Podreira, Pedreiragem e Farofada.

Por Marcus Borgonove

God Save the Heels!

Comecemos nossa coluna de hoje com um adendo, falando de um dos momentos mais emocionantes na semana: A separação de Hornswoggle e Finlay. O anãozinho foi draftado e agora entrou pro roster do Monday Night Raw, a excelente luta contra Tyson Kid e Natalya foi marcada ao seu final por uma bela e tradicional canção irlandesa cantada por Finlay à seu filho, a famosa "Irish Eyes".

Enfim, boiolagens à parte, vamos ao que interessa: Pedreiragens. Vocês devem ter acompanhado a resenha do Paulinho sobre a luta de Chris Jericho contra John Cena no Raw de segunda, não? Na minha opinião foi uma das melhores lutas que eu acompanhei até agora, na minha curta e insana "carreira" de WWE fan. Tudo bem, já assisti lutas lendárias como Undertaker vs. Mankind, a luta de Shawn Michaels vs. The Nature Boy quando HBK aposenta Ric Flair ou mesmo a luta de HBK contra Taker neste último WrestleMania, mas nenhuma luta em programas semanais ( Raw, ECW ou SmackDown) que eu tenha acompanhado foi tão boa quando esta de segunda-feira. Chris Jericho me surpreendeu como wrestler, já que eu não achava ele tão bom assim. Na minha opinião sua gimmick como heel falastrão era muito superior à sua habilidade como lutador, porém, nesta segunda-feira ele me surpeendeu. Já John Cena... bem... ok, ele luta bem e só. Nada a declarar sobre ele, como disse na coluna da semana passada, seu personagem já deu é muita dor no saco. No mais, a luta entre os dois foi excelente pelo nível técnico dos dois lutadores, Jericho mostrou muita resiliência e ótimos golpes, um verdadeiro Pedreirásso! mas pela graça dos Deuses, nosso querido Edge entrou com tudo interrompendo a luta e acabou com esta de forma primoral: Obliterando Cena com cadeiradas homéricas, realizando um maníaco "auto count-out", caso contrário, os roteiristas da WWE com toda a certeza teriam dado a vitória ao ignóbil John Cena. God save the Heels!

A farofada da semana vai à duas atuações hilárias: Nosso querido Little Canolli, Santino Marella e à patética atuação de Chavo Guerrero. Santino Marella e sua irmã Santina prometem. Nesta semana nos agraciaram com uma trapalhada atuação onde supostamente Santino e Santina conversam, e ela explica à ele que não poderia beijar o Pé Direito de Dois Metro e Mei, O Grande Khali por causa de uma pequena herpes na boca! Haha, animal. Quero só ver esse BackLash! Já Chavo Guerrero merece ser citado no momento farofada da semana pela patética luta contra Batista. "Welcome to Raw", Chavo!

Já o momento Podreira da semana vai à Jeff Hardy e sua mimizenta atuação neste SmackDown. Parece que este lutador vai ficar eternamente no papinho adolescente de menino incompreendido e revoltado. Do jeito que a coisa está indo, seu irmão Matt Hardy, o Rei, irá nos dar momentos de entreterimento muito melhores e mais interessantes que o dito irmãozinho. (Prá vocês verem como a coisa com Jeff Hardy está feia é só notar quando apostamos mais em Matt Hardy, um lutador meia boca com uma gimmick [ou a falta dela] e storyline pior ainda ).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Thursday Night Brawl #2


Apostas para o Backlash


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Faltando apenas 3 dias para o Backlash, faço minhas apostas e comentários em relação ao que está em jogo no pay-per-view do próximo domingo.

CM Punk vs. Kane:
A luta sem graça da noite. Não vai valer nada, só a dorzinha de cotovelo de Kane por ter perdido o Money In The Bank Ladder Match e uma luta no último Raw para CM Punk. Eu não acho que uma rivalidade considerável deve surgir daí, apesar de gostar dos dois como wrestlers. A única salvação é a luta ser boa, e considero as chances grandes.

Chris Jericho vs. Ricky "The Dragon" Steamboat:
Estou ansioso para ver essa luta. Chris Jericho é um ótimo wrestler, com uma ótima gimmick, e ultimamente tem mandado muito bem em suas lutas. Steamboat também se mostrou em ótima forma no WrestleMania XXV apesar da idade, dando show e se destacando na luta dos hall of famers. Espero uma luta muito boa, e quem sabe até com algumas surpresas.

Jeff Hardy vs. Matt Hardy ("I Quit" Match):
Mais um capítulo na rivalidade dos irmãos Hardy. Desse vez eu acho que Matt Hardy se dá mal. Com a raiva que Jeff Hardy deve estar a esse ponto, ele não vai bobear novamente e perder para seu irmão que é notavelmente pior que ele. E outra: teimoso como é, eu pagaria pra ver Jeff Hardy dizendo "I quit" pra Matt, depois de tudo que aconteceu. É capaz de Jeff Hardy apagar, ser nocauteado, antes de arregar pro irmão.

Jack Swagger (c) vs. Christian:
Boto todas as minhas fichas em um novo ECW Champion nesse domingo. Christian não largou à tôa a posição de campeão da TNA para voltar à WWE e ficar de mãos vazias. No Draft, eu tinha certeza que ele iria para o Raw ou para o SmackDown, mas como não foi, agora coloco minha certeza toda no título. Jack Swagger é um bom lutador, e vai continuar na briga pelo cinturão junto com Vladimir Kozlov, Finley, Mark Henry etc., mas na próxima segunda-feira ele já vai acordar como ex-ECW Champion.

John Cena (c) vs. Edge (Last Man Standing Match):
A oportunidade de Edge recuperar seu título vai ser mais difícil do que ele pensava, porém boto fé que ele vença e retome o World Heavyweight Championship. Cena está em decadência, foi vaiado massivamente no Raw dessa semana, e vem desagradando a algum tempo. Ninguém mais aguenta ver Cena ganhar cinturão atrás de cinturão sem realmente merecer. Ele precisa aprender a se reinventar para conquistar a parte principal dos fãs de wrestling, os homens, visto que ele só é popular entre mulheres e crianças. A luta vai ser dura, e espero que de boa qualidade, pois Edge e Cena são ótimos wrestlers. Edge pode se dar bem nessa luta pelo fato de não haver desqualificação, e se ele for esperto, leva vantagem. John Cena porém é fisicamente mais forte, e isso num Last Man Standing Match sempre é algo a mais a se levar em consideração.

Triple H (c), Batista e Shane McMahon vs. Randy Orton, Cody Rhodes e Ted DiBiase, Jr.:
Na minha opinião o main event do Backlash. A melhor feud do momento, e que envolve os melhores lutadores da indústria no momento (Triple H, Batista e Orton). O envolvimento de Batista nessa storyline trouxe muitas ótimas possibilidades. Mas para minha infelicidade, sou obrigado a considerar enormes as chances de Triple H perder o cinturão pra Orton. As divergências entre Triple H, Batista e Shane vão acabar minando as chances de vitória desse grupo, enquanto a liderança de Orton sobre Rhodes e DiBiase pode levá-los a uma união necessária para o Legend Killer retomar o WWE Championship. E é claro, existem os rumores que andei lendo pela internet, como o de que Shane vai trair seus parceiros e juntar-se ao Legacy. Afinal, ele também é superstar de 3ª geração...

Além disso tudo, não podemos esquecer também o prometido beijo de Santina em Great Khali, que será imperdível, a temida maleta de CM Punk, que pode ser utilizada a qualquer momento, e qualquer outra surpresa eventual que a WWE sabe fazer como ninguém.

Agora é sentar e esperar, domingo, WWE Backlash 2009!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

The Rated-R Blogstar

Por Paulinho Bastos

Olá!!!

Essa é a primeira vez que escrevo aqui neste aclamado blog, e tenho como objetivo aqui argumentar, comentar, criticar e não adicionar nada sobre o conhecimento de vocês ao mundo do wrestling.

Hoje, assim como fizeram meus colegas de blog, vou comentar uma figura que na minha visão, é o top dos superstars de hoje: EDGE!!

Não é possivel ficar em cima do muro quando nos refirimos a essa figura que já completa uma década de WWE. Nos últimos anos, ele vem colecionando lutas memoráveis e histórias com os grandes nomes da empresa, sempre fazendo de suas lutas espetáculos. O fato é que, dentro dos heels do programa, Edge é o mais lógico em suas ações, pensem: porque diabos Mike "miojo" Knox entra numa luta do nada e bate em Rey Misteryo? Não é compreensível, diferente de Edge. Ele é um viciado em vencer. Pra ele, não importa como, onde ou porque, ele apenas quer ter para si um título da WWE.

Assim como muitos que conhecemos, sua ambição estrapola o nível do normal e sadio, e ele passa ser apenas um viciado. Claro, nem todas as vezes o julgamento é justo, como o uso de sua maleta do Money In The Bank contra Undertaker. O programa possiblita isso, usá-la numa luta normal seria burrice, e isso o Master Manipulator nunca foi. Fato é que sua habilidade retórica e seus talentos em desenvolver uma luta de alto nível fazem esse personagem ser amado e odiado. De fato, as vezes seu lado comico é muito exagerado, necessário, já que sua ironia é um traço muito marcante e, cá entre nós, dá raiva, mas essa sua história com Vickie Guerreiro já deu o que tinha que dar, e não serve mais pra se ter uma história boa a partir disso (esse triângulo amoroso do WrestleMania por exemplo, não foi muito empolgante, e a vitória de Cena, muito óbvia), mas Edge tem de tudo para ser um dos grandes nomes da história da WWE ao lado Stone Cold e outros.

Bom, é isso. Claro que temos muito a conversar sobre este assunto, e espero que vcs tenham gostado, e até semana que vem!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Podreira, Pedreiragem e Farofada

Por Marcus Borgonove

Whaaaaaattt?!?!

É um começo um tanto quanto brega para essa coluna, lembra aqueles hipócritas, ignorantes, interesseiros e falsos moralistas que habitaram a platéia de Atlanta na segunda-feira passada, quando foram ter as suas medíocres vidas animadas por três horas no Raw Draft 2009. Ok, ok, isso lembrou um tanto quanto Chris Jericho, eu sei, mas é tudo o que eu tenho a dizer sobre essa minha coluna que escreverei às sextas-feiras aqui, no Mesa Quebrada. Ela será brega e um tanto quanto despretensiosa, pois falará dos acontecimentos "top" da semana, tudo que eu achar Podre (leia-se: John Cena e Jeff Hardy), de Pedreiro (leia-se: os acontecimentos mais fodas) e Farofa (leia-se: tosco porém engraçado) eu falarei aqui.

Não me estenderei muito por hoje pois estou aqui mais para fazer uma apresentação da coluna do que realmente escrever algo que preste.

Pois bem, vamos lá... John Cena... Ah, John Cena... por que RAIOS és tão tosco? Esse discursinho politicamente correto dá nos nervos, essa postura maniqueísta e ultra nacionalista já está um tanto quanto ultrapassada, meu caro! E quando tenta ser engraçado então? como por exemplo nesta segunda feira, momentos antes do combate com Jack Swagger, quando ficou brincando, tirando sarro e fazendo trocadilhos com o título de "The All-American American" do lutador da ECW? Simplesmente podre! Sua postura de "menino de ouro" da WWE ficou um tanto quanto controversa quando este humilhou um Superstar da ECW ao fingir que nunca o tinha visto na vida (Tudo bem, o cara é da Segunda Divisão, mas não precisa humilhar né?! ). Outro momento PODRE da semana foi aquela luta medíocre que o Rei Matt Hardy realizou com o seu Softcore irmão, Jeff "FAIL" Hardy. Aquela falha que se diz wrestler com guache na cara acha que é do mal, que é hardcore? Vou mostrar à vocês o que é hardcore!



Isso é hardcore! Jeff Hardy devia assistir uma luta do canarinho tupiniquim Aquiles, O Matador, antes de vir falar que é hardcore, mermão!

Chega de coisas horríveis, vou falar agora sobre o momento Pedrero da semana: Dave Batista voltou. Sem mais comentários a respeito.

Isso foi um dos melhores acontecimentos do ano, na minha opinião.

Agora o momento Farofada da semana, na opinião desse humilde espectador, foi a grande luta do Supremo Little Canolli Santino Marella contra o Pé Direito de Quatro Metro e Mei Great Khali. Santino Marella, sendo um dos personagens cômicos da WWE, exerce com primor o seu papel dentro do programa, que é trazer um viés engraçado ao mesmo. Acho que não existiria melhor wrestler para colocar no lugar, a gimmick de Santino pareceu ser feita sob encomenda para as farofadas do mesmo. Agora, quero só ver a gostosa da Santina (nosso Little Canolli travestido), sua irmã gêmea e campeã daquela coisa tosca das Divas, dar um beijáço no Grande Khali... O nosso Little Canolli que se cuide!

Sem mais, cambada, me despacho.
WHAAAAAAAAAAAAAAAATTT ?!?!?!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Thursday Night Brawl #1


I can © you!

Hoje eu queria falar um pouco do "fenômeno John Cena" e o porque eu o desprezo.

Não tem como negar que o John Cena é um cara com potencial. Por exemplo, apesar de suas lesões de ultimamente, ele não perdeu a forma, muito pelo contrário, manteve-se no seu tamanho e condicionamento de sempre. Diferente de caras como Matt Hardy e Chris Jericho, que andaram até evitando aparecer sem camisa por terem engordado no fim do ano passado.

O estilo de luta de John Cena também não é dos piores. Ele tem bons clotheslines, um bom estilo powerhouse, e até ótimos ataques aéreos, o que não é comum para alguém daquele tamanho. Tá dando a impressão que eu gosto dele né? Então vamos lá.

Qual o problema daquela gimmick? Eu gostaria de saber qual é a graça que se vê num personagem tão bidimensional como o John Cena. Ele é o bonzinho, o justo, o correto, o que defendo os fracos e oprimidos, o perfeito que não erra em seu julgamento. O Superman. Não existe mais espaço para Supermans no mundo! A humanidade cresceu, amadureceu, e viu que o mundo não é feito de Supermans e Lex Luthors, de mocinhos e de bandidos.

O maniqueísmo está fora de moda, talvez por termos cansado de nos estrepar ao encarar o mundo dessa forma. Me agrada ver alguém com os mesmos defeitos e falhas que eu e que qualquer outro ser humano. Não é por acaso o sucesso da franquia Batman na última década. É isso que as pessoas querem, personagens tridimensinais, esféricos como nós mesmos, sujeitos a erros e acertos. Pesonagens que vão mudar de lados, que são relativos, reais, enfim, pessoas.

Prova disso são os consagrados Triple H, Undertaker, The Rock, Batista, Chris Jericho, que estão entre os wrestlers mais populares e com maior número de fãs na WWE. Stone Cold Steve Austin por exemplo foi concebido para ser o "Ultimate Heel", mas por seu papel ser tão autêntico e realista, arrebanhou um número imenso de seguidores que o levaram ao mais alto nível que um superstar pode chegar, mesmo com dedos do meio erguidos, chefes sendo sequestrados e latas de cerveja engolidas a cada programa.

Lutadores como esses não apenas transitam pelos rotúlos de bons e maus, como eventualmente habitam um meio termo onde ser face ou ser heel é apenas uma questão de ponto de vista. E nada mais humano do que isso.